Vantagens da terapia

Para explicar às crianças o que é fazer terapia, devemos fazê.lo de uma forma bem simples: “Quando temos uma dor no braço vamos ao ortopedista, quando a dor é na garganta vamos ao otorrino e quando temos uma tristeza que não sabemos de onde vem, vamos ao psicólogo”. De facto, apesar de a explicação ser simples, muitas pessoas não acreditam na eficácia da terapia e procuram métodos mais rápidos e mais fáceis, o que muitas vezes (infelizmente) não traz resultados.

Antes de qualquer coisa é preciso saber que o psicólogo não é um amigo “pago” e que apesar de aparentemente ser uma simples conversa, o terapeuta nunca dá conselhos ou opiniões sobre o que fazer. O trabalho do terapeuta é auxiliar o autoconhecimento. Costumo dizer que quando uma pessoa chega à terapia traz consigo um guarda-roupa bastante “desarrumado” e por conseqüência não conseguimos encontrar nada, por isso é preciso ver quais roupas que estão limpas, as que estão sujas, as que já não servem e as que nunca usamos e nem sabíamos que existiam. Depois de arrumar o armário conseguimos ver o que antes era difícil. Quando estamos com o “guarda-roupa desarrumado”, dificilmente conseguimos pensar e encontrar respostas para aquilo que queremos, por isso é vulgar quem está de fora ver mais claramente do que quem está dentro da situação (relacionamento conturbado, traição, etc). Resumindo, o psicólogo não dá as respostas, mas ajuda a encontrá-las.

Muitas vezes, durante a busca por respostas deparamo-nos com traumas que foram adquiridos, isto é, somos hoje o resultado de tudo aquilo que vivemos desde o nosso nascimento. Às vezes uma mulher traída que sofre de depressão nada mais é do que a repetição da vida que a sua mãe teve, e que por não ter outro exemplo acredita que aquele relacionamento é comum e que aquilo é amor. Com a terapia é possível reviver o trauma e reelaborar de uma forma positiva o caminho da cura. Infelizmente não posso afirmar que a terapia seja sempre agradável, pois reviver um trauma pode trazer muito sofrimento, e algumas pessoas preferem interromper as sessões do que enfrentar a dor.

É um acto de coragem seguir em frente, e alguns ainda não estão preparados. Por isso, não basta ir ao psicólogo porque deu certo para amiga ou porque o marido quer, a vontade precisa partir de dentro e antes de tudo é preciso ter consciência de que mudar dá trabalho. Para os corajosos que aceitam seguir a terapia existe uma grande hipótese de conseguir bons resultados e, por consequência, de melhor qualidade de vida. Digo grande hipótese, pois os resultados da terapia dependem 50% do sujeito e 50% do psicólogo, por isso é preciso estar atento às qualificações do terapeuta.

Por fim, quem anda à procura de alivio para o sofrimento ou em busca da felicidade pode encontrar na psicologia uma óptima ferramenta para ajudá-la, basta querer!

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